Qual o motivo de se começar algo?
Qualquer coisa! qualquer coisa mesmo!
Eu hipotetizo hoje que o engajamento em qualquer tarefa só é possível, ou melhor, provável quando se "prevê", num futuro próximo ou longínquo, mesmo que não totalmente consciente, um ganho. Aí, você que estiver lendo isso (e até eu mesma, quem sabe?), poderá criticar: "mas que coisa mais mecânica, não?"
Até é, mas também não é! Até porque, nessa minha lógica (que obviamente não é minha porque não foi eu quem a criou, mas eu realmente penso assim, por isso, minha), a grande variável (e como é grande) é este ganho. Como medir um ganho?
Eu me lembro quando de repente, depois de tanto tempo de "namoro", percebi que ganhei um amigo de verdade. Qual o tamanho desse ganho pra mim? Pra você? Pro cara do outro lado da rua ou do mundo?
É difícil de saber o que o outro quer, o que é importante pro outro. Quantos casamentos não acabam por isso? "Achei que você gostava assim, queria assim..."
Isso é difícil porque, muitas vezes, não é possível compreender perfeitamente o que se quer, de si mesmo, do outro, do mundo.
Por isso, sinceramente, não sei o que procuro com isso, com esse blog.
Tenho a fantasia certeira de que ninguém nunca vai achar isso aqui e, na verdade, penso que quero deixar registrado um pedaço de mim de hoje pra amanhã eu poder resgatar e aprender mais no futuro comigo no passado.
Assim, está claro que não faço poesia (não sei fazer poesia), não farei uso desse espaço como instrumento de trabalho, não escrevo bem o suficiente para achar que as pessoas vão ler e não acho, inclusive, que elas têm interesse. Então, se por acaso você achou isso aqui jogado pela nuvem transparente da Internet, por gentileza, entenda JÁ que o que lerá (ou já leu, vai saber?) são só opiniões de uma pessoa que, muitas vezes, se incomoda demais com os seres humanos, porém, pretende sobreviver, viver e se divertir o máximo que puder por aqui.
Ah! E para esclarecer (pra "mim mesma"), eu também me incomodo bastante!
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